segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Rafinha Bastos e o Humor Antropofágico - Custe o Que Custar
Rafinha Bastos apresentador do polêmico CQC, que saiu um dia do Brasil para tentar a sorte nos EUA como jogador profissional de basquete, deu uma tremenda bola fora ao afirmar que comeria Wanessa Camargo, que está grávida e seu bebê. Considerado o homem mais influente do Twitter, viu sua popularidade ser enterrada por conta do seu destempero verbal à frente do CQC junto com Marcelo Tas e Marco Luque. Não foi um caso isolado, o grandão gaúcho já chamou a apresentadora Daniela Albuquerque da RedeTV de cadela, além de outros impropérios.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Judeus, Palestinos e a Tristeza de Jesus Cristo
O governo palestino aguarda com ansiedade a análise do seu pedido de inclusão como membro do grupo de países que compõem as Nações Unidas. O Conselho de Segurança da entidade está reunido para emitir o parecer que, parece ser, a maior contenda política dos tempos modernos na seara diplomática internacional.
A ONU decidiu em 1948 que a Palestina seria dividida ao meio para se instalar o Estado de Israel, criando enorme celeuma à época. A União Soviética e os países árabes discordaram veementemente da proposta norte-americana. A escolha da Palestina, violações à parte, deu-se por motivos antropológicos, sociológicos e religiosos, pois os judeus viviam naquele território há cerca de 2000 anos, de onde foram expulsos e desde então vagavam pela diáspora.
Em 1917, Lord Balfour, o secretário inglês para os Negócios Estrangeiros, fez publicar a Declaração Balfour, em que apoiava a imigração de judeus para a Palestina e o estabelecimento de um "lar nacional para o povo judeu" na região, afirmando que "nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes”. A Grã-Bretanha teve, obviamente, dificuldade de conciliar esta declaração com a estratégia que estava a seguir, no Médio Oriente, de uma aliança com os potentados árabes na guerra contra o Império Otomano.
A partir do início do século XX muitos grupos de judeus que viviam em diversas partes do mundo iniciaram o retorno àquela região, aumentando sistematicamente durante a segunda grande guerra, alternativa que encontraram para fugir da perseguição do nazi-fascismo.
Com o término da guerra, os judeus intensificaram as reivindicações por um estado judeu, pressionando a recém-nascida ONU, com o apoio dos EUA e de diversos países ocidentais e vencedores do conflito. Além das vinculações históricas, interessava aos ocidentais que se criasse um país não-islâmico naquela região.
Após a divisão da Palestina, Israel invadiu a outra parte, que hoje são os territórios ocupados e aniquilou as possibilidades da criação da pátria palestina.
O povo palestino desde então vive na diáspora, reivindicando a mesma coisa que os judeus reclamavam e foram atendidos. A origem deste conflito nos remete a tempos imemoriais e tem a cidade de Jerusalém como principal ponto de discórdia entre os dois povos.
Vale a pena lembrar que o Estado Palestino é reconhecido por 131 países membros das Nações Unidas, inclusive pelo Vaticano. É de se lamentar que os interesses das grandes nações sejam uma cunha no processo de paz tão necessário àquela região, onde, as crianças ao invés de admirar pássaros, acompanham mísseis e aviões de caça em seus céus. Os bombardeios são assustadores e nenhuma mãe sabe se seu filho retornará para o jantar.
Pobre Jesus Cristo, que tanto sofreu para nos salvar, vendo tamanha insensatez e incompreensão na terra em que nasceu, viveu e morreu.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O Brasil e o Conselho de Segurança da ONU - Obsessão para se Sentar Entre os Poderosos
Talvez por não ser um especialista em relações internacionais, não consiga entender a fixação dos presidentes brasileiros em conseguir um assento no Conselho de segurança da ONU. Todas as vezes que um presidente brasileiro vai às reuniões das Nações unidas começa o lengalenga em torno do tal assento.
Não tenho nada contra o Brasil assentar e nem vou aqui me posicionar como um iconoclasta deletério às pretensões do orgulho tupiniquim. Porém, tenho cá alguns questionamentos: Ficar lá no meio dos grandões e ricaços pode ser um sinal de poder, porém, quando vejo os noticiários da imprensa brasileira me sinto meio constrangido e às vezes até meio perdido no meu pequeno grau de compreensão da temática geopolítica internacional.
Como pode um país em que as pessoas estão morrendo sem atendimento nos hospitais públicos, os narcotraficantes dominarem territórios nas principais capitais do país, com o trânsito matando mais de 50.000 pessoas/ano (sem contar as que morrem depois), país onde a universidade pública quase não tem negros (apesar de sua população ser 60% afrodescendente), país onde os líderes rurais são assassinados cotidianamente, país onde um professor do ensino fundamental tem o piso salarial de R$ 400,00, país onde meninas de até 11 anos se prostituem nas estradas e são até (pasmem!) levadas para o interior de presídios para se prostituiirem com os presos, país onde as grandes extensões de terra são concentrada nas mãos de poucos, país onde parlamentares são flagrados se corrompendo e mesmo assim são inocentados pelo parlamento e finalmente país, homofóbico, onde gays estão sendo espancados nas principais avenidas das cidades, sem que haja punição exemplar para os agressores, quer um assento no Conselho de Segurança da ONU.
Na minha humilde condição de beócio das pretensões brasileiras na seara internacional, sinto-me levado a pensar o quão bom seria se o Brasil resolvesse assentar e dar segurança aos Direitos Humanos, aos camponeses da reforma agrária, à educação e saúde, aos trabalhadores urbanos, aos cidadãos e cidadãs comuns que estão sendo mortos por veículos e por malfeitores. O Brasil deveria assentar primeiro o acesso universal ao saneamento básico, o combate à Dengue, o desarmamento e a Economia Solidária. Por isso, fico meio ressabiado com essa voracidade em querer se sentar entre os poderosos. Será que é para afirmar poder? A impressão que me dá é que é um gigante com pés de barro.
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