Amauri Queiroz

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Human rights and religious freedom at Copacabana beach‏

Iran's Bahá'í 7 former leaders are among those remembered at event hosted
at one of the most famous beaches in Brazil

If you plan to be in Rio de Janeiro – Brazil on 19 June 2011, mark your calendar: a mobilization being prepared by the Brazilian Bahá'í Community together with CCIR (Rio's Commission for Combating Religious Intolerance) is expected to gather more than a thousand people at Copacabana beach to protest against religious intolerance and human rights violations.
“Brazil has been worldly known for the friendliness and amability of its people”, says Bahá'í representative Mary Caetana Aune, “but our society has learnt from experience that the consequences of ignoring racial and religious intolerance are incalculable.”
“Racism and religious intolerance are among the issues that have gained much space in the agenda of Brazilian society in the last few decades. The myths around what some used to call a 'racial democracy' have long been dismantled and Brazilians are learning to take a stand to defend the right to difference, to diversity and to justice for all, regardless of their skin colour, their social-economic background, their gender identity or their religion”, Aune states.
The event at Copacabana beach will take place at the seashore on a sunny Sunday morning – according to the weather forecast, the temperature should be around 22ºC (72ºF). The organizers say there will be lots of music: the program includes a rock band from Brasilia, a percussion group from Rio and other local performers. Human rights organizations will share their turns in calls for justice and freedom in Brazil and in the world.
Sending a message of faith, love and justice to Iran
The event was first planned to voice the concerns of Brazil's 65,000 Bahá'ís over the imprisonment of seven of their correligioners in Iran in March and May 2008. Mahvash Sabet, Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Behrouz Tavakkoli and Vahid Tizfahm were members of the national group who served in the administration of the Iranian Bahá'í community, and for this they have been convicted to 20 years in prison.
“On 19 June this year, they will have spent together the equivalent of 7.747 days in prison”, recalls Aune. “We have printed the same number of masks with their faces to be put on the sands of Copacabana, and we plan to have a beautiful celebration of life, of justice, of diversity and of freedom in order to send them all the love and the strength they need to survive the deprivations they are being subjected to in prison”.
Because the Bahá'ís of Brazil are known for their engagement in several issues related to the defense of human rights, they have gained the support of several different movements around the country. More than 300 Bahá'ís from neighboring states are planning to arrive on Sunday early morning in Copacabana, in more than 6 interstate buses. The Black movement in Rio, interreligious movement, and other pro human rights groups are amongst those that will mobilize their associates to be present at the event.



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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nova Série - Brasileiros que nos Orgulham

Florestan Fernandes é considerado o criador
 da sociologia crítica no Brasil. Possui mais de 50 obras publicadas
Florestan Fernandes enfrentou, ainda criança, enormes dificuldades para estudar. Filho de mãe solteira, não conheceu o pai. Começou a trabalhar, como auxiliar numa barbearia, aos seis anos. Também foi engraxate. Estudou até o terceiro ano do primeiro grau. Só mais tarde, voltaria a estudar, fazendo curso de madureza, estimulado por frequentadores do bar Bidu, no centro de São Paulo, onde trabalhava como garçom. Em 1941, ingressou na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, formando-se em ciências sociais. Iniciou sua carreira docente em 1945, como assistente do professor Fernando de Azevedo, na cadeira de Sociologia II. Na Escola Livre de Sociologia e Política, obteve o título de mestre com a dissertação "A organização social dos Tupinambás". Em 1951, defendeu, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a tese de doutoramento "A função social da guerra na sociedade tupinambá", posteriormente consagrado como clássico da etnologia brasileira, que explora com maestria o método funcionalista.

Seus ensaios mais importantes acerca da fundamentação da sociologia como ciência foram, posteriormente, reunidos no livro "Fundamentos empíricos da explicação sociológica". Seu comprometimento intelectual com o desenvolvimento da ciência no Brasil, entendido como requisito básico para a inserção do país na civilização moderna, científica e tecnológica, situa sua atuação na Campanha de Defesa da Escola Pública, em prol do ensino público, laico e gratuito enquanto direito fundamental do cidadão do mundo moderno. Durante o período, foi assistente catedrático, livre docente e professor titular na cadeira de Sociologia, substituindo o sociólogo e professor francês Roger Bastide em caráter interino até 1964, ano em que se efetivou na cátedra, com a tese "A integração do negro na sociedade de classes". Aposentado compulsoriamente pela ditadura militar em 1969, foi Visiting Scholar na Universidade de Columbia, professor titular na Universidade de Toronto e Visiting Professor na Universidade de Yale e, a partir de 1978, professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Em 1986 foi eleito deputado constituinte pelo Partido dos Trabalhadores, partido que ajudou a fundar, tendo atuação destacada em discussões nos debates sobre a educação pública e gratuita. Em 1990, foi reeleito para a Câmara dos Deputados.

O nome de Florestan Fernandes está obrigatoriamente associado à pesquisa sociológica no Brasil e na América Latina. Sociólogo e professor universitário, com mais de cinquenta obras publicadas, ele transformou o pensamento social no país e estabeleceu um novo estilo de investigação sociológica, marcado pelo rigor analítico e crítico, e um novo padrão de atuação intelectual.

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que foi orientado em seus trabalhos acadêmicos por Florestan, estabeleceu com ele forte relação afetiva, mantida até a morte do sociólogo.Florestan, com graves problemas no fígado, em 1995, submeteu-se a um transplante de fígado mal sucedido na Hospital das Clínicas de São Paulo, realizado pelo professor Silvano Raia. Morreu logo após a cirurgia.

Depoimento de Jean Pierre Leroy, ambientalista e educador da FASE, sobre a luta do MST

"Eu apoio o MST porque ele tem um projeto para o território brasileiro, que será muito importante para nosso futuro. A agricultura como existe hoje tem a tendência a limpar a paisagem. Não tem mais nascentes, frutas, beira de rio, florestas... as plantações são homogêneas. E cadê a água para o futuro?
O MST tem um projeto de construção de um território que respeita a natureza, que inclui uma diversidade de alimentos, diversidade de plantas e matas. Isso vai ser indispensável para o nosso futuro com as mudanças climáticas que nos esperam.
Quem viaja pelo país, vê um país deserto. Se fala em desertificação, mas é um deserto de gente também, que se concentra na cidade. Você não encontra mais distritos, pequenos povoados com a sua vida no interior...
O MST faz com que o interior do Brasil volte a ser humano, tenha gente, gente que come bem, gente que é feliz. É muito importante também pensar que, além das metrópoles, das grandes cidade e das concentrações urbanas, que o Brasil deve ser ocupado e ter gente. O MST reequilibra o território brasileiro, faz com que o interior tenha vida. Isso é fundamental.
Apoio o MST também porque ele nos diz que o futuro não pode ser o que estamos vivendo. Ele nos diz que o futuro tem que ser um futuro onde todo mundo tenha seu lugar, onde tenha mais igualdade. É uma luta permanente pela igualdade. O MST não se preocupa só com eles não, com os sem-terra, mas com todos os pobres deste país, com todos os excluídos.
Apoio também, olha o exemplo, o Haiti... o Haiti é uma catástrofe. Mas vocês estão pensando para além da catástrofe, na reconstrução do interior do Haiti. No Haiti voltar a produzir alimentos para a sua gente, no Haiti voltar a ter um território, que foi devastado pela natureza, mas onde possam viver de novo. Apoio também o MST por sua ação internacional nesse sentido.

Irmã Dorothy Stang 1931 - 2005
Mártir da Luta pela Terra

Gleisi Hoffmann - A Dilma da Dilma

Parece que o governo Dilma agora começou de verdade. O povo estava meio desconfiado de sua real capacidade de gestão, quando do desembarque triunfalista de Lula em Brasília, tentando salvar a pele de Antonio Palocci. Dilma matou dois coelhos com uma só cajadada: se descolou da imagem de avatar de Lula e nomeou uma pessoa escolhida unicamente por ela para chefiar a Casa Civil.
Com a escolha da senadora Gleisi Hoffmann do PT do Paraná, Dilma consegue ao mesmo tempo, emplacar uma supergerente de seus principais programas, “Combate à Miséria” “Bolsa Família”, Reestruturação Aeroportuária e o “ Programa de Aceleração do Crescimento - PAC” e de retirar do órgão, ao despolitizá-lo, a pecha de ‘fábrica de crises’. Segundo Gleisi Hoffmann, a presidente exigiu que a Casa Civil apenas acompanhe os processos e projetos. Será uma ação de gestão, exclusivamente.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dicas para Viver em Singapura

Do Blog da Scarlet de Singapura

Cingapura é primeiro-mundo. Você vai notar isso logo nos primeiros minutos que chegar aqui. As ruas são limpas, muitas áreas arborizadas, não tem menino de rua, 'não tem' pobreza. Cingapura é um oásis no meio da miséria do Sudeste Asiático.
Muita gente pensa que Cingapura é uma cidade da China. Não é. É na verdade uma Ilha. Fica embaixo da Malásia. Onde é a Malásia? Embaixo da Tailândia. Onde é a Tailândia? Na Ásia. Onde é a Ásia? é aquele lado do mapa que quase nunca olhamos exceto quando procuramos Austrália, China ou Japão. Pronto. Achou?
Existe cerca de 400 Brasileiros em Cingapura, a grande maioria da Petrobrás ou fazendo MBA no INSEAD (talvez a melhor instituição de MBA do mundo). A primeira dica que dou é cadastrar-se na embaixada Brasileira aqui, lá você entra numa lista de email que circula sempre com dicas e atividades da comunidade Brasileira em Cingapura.
Como estrangeiro, o melhor lugar para morar é em condomínios (os chamados 'Condos'). Apesar do sistema público de habitação aqui ser excelente, os HDBs, a maioria dos estrangeiros prefere optar morar nos condomínios. Por várias razões: as principais delas são, contato com outros estrangeiros (aqui somos referidos como 'Ang Mo' pelos chineses), os ‘condos’ tem em geral piscina e academia, e uma razão interessante: dar um tempo dos chineses e cingapureanos.
Existem dois tipos de vistos de trabalho aqui: Employment Pass (EP) e o S-Pass. Se você ganha a partir de 2.500 dólares mensais você tem direito ao EP. A maioria dos empregadores vai tentar te dar o S-Pass, se você puder não aceite, peça um para ter um EP. Basicamente a diferença é que com o S-Pass, o seu marido ou esposa sendo dependente não pode trabalhar. Com o EP, o seu dependente pode. Se te derem um S-Pass, tente depois de um tempo fazer um upgrade para EP. Se você vem por uma empresa multinacional que tem escritório aqui, então obrigatoriamente seu visto será EP, sem problemas.
Vá a qualquer shopping center e procure uma loja da StarHub ou M1 (as operadoras daqui). Basta apresentar o passaporte e você em poucos minutos já tem celular. Em casa, como expliquei antes, você vai assinar tv a cabo. Fazendo isso você ganhará uma linha de telefone que faz ligação gratuita. Isso mesmo. Não precisa se preocupar com conta telefônica, exceto se ligar para o exterior, aí é cobrado. As maravilhas do VoIP.
Uma família típica em Cingapura é: casal com 1 filho, estudando em colégio público e morando em HDB. Essa família fatura por mês 3800 dólares. 1000 dólares a esposa, 2800 dólares o marido. Com esse valor é possível viver bem o mês, pagar o colégio do menino e ainda sobrar quase 1000 dólares para diversão etc. Obviamente isso muda de família para família, mas a média é essa. Tem gente que tem uma Mercedes, Bentley ou BMW e mora em HDB. Bem comum isso. Outra coisa, não associar o HDB com o Brasileiro BNH. Um HDB simples aqui é BEM melhor que muito apartamento no Brasil. Inclusive particular.
A Ásia está em expansão, em várias áreas e precisam de gente qualificada para suportar esse crescimento, principalmente nas áreas de comércio exterior, bancária e software. Você vindo morar aqui é provável que vá ganhar bem. Diria até que a sua estadia em Cingapura vai ser a época em que você vai juntar um bom pé de meia. Uma vez quando fui à praia deixei meu laptop no banquinho e saímos para comprar comida, depois de pegar fila e voltar o laptop ainda estava lá. Não precisa preocupar-se com segurança em Cingapura, aqui vivemos numa bolha de proteção.
Táxis, Onibus e Metrô (chamado aqui de MRT). São ótimos, eficientes, baratos e confortáveis. Pouca gente aqui tem carro, mas lembre-se que existem 50 mil milionários aqui e como aqui é pequeno sempre tem congestionamento. Por isso inclusive eu mesmo prefiro MRT à outro transporte. Você não precisará de carro, a não ser que realmente queira.
O modelo de curriculum na Ásia é BEM diferente do que estamos acostumados no Ocidente. Lembrem-se, aqui são outros valores, apreciam outros atributos, e às vezes soam até um pouco racistas...mas tudo é cultural (??). Eis as dicas de como preparar seu currículum :
(As dicas a seguir são para empresas Asiáticas, se você pensa em trabalhar numa Microsoft Ásia, ou no Google em Shanghai, então as regras são diferentes; Obviamente essas são empresas Ocidentais com escritórios aqui, então as regras são da matriz).
Enquanto que um bom CV no Ocidente é aquele que resume tudo em 1 ou 2 páginas, por aqui um bom currículum deve ter entre 7 e 10 páginas. Devem constar logo de início seus dados pessoais. Eles são: Nome completo, telefone, endereço, email; e mais uns items que são interessantes para nós: sexo, idade, estado civil, raça e foto. Falo isso porque aqui são bastante conservadores, então é clara a preferência para Homem, jovem, solteiro, caucasiano e com boa aparência, literalmente. Isso soa extremamente discriminatório para nós que viemos e crescemos numa sociedade de 'valores iguais para todos', bom aqui o jogo é deles então temos que jogar pelas regras deles. Em muitos países, por exemplo, você poderia entrar com um processo contra a empresa por anunciar ou exigir isso num curriculum. Você não ser contratado por ser mulher, ou por ser negro, ou por ser mais velho é bem estranho. Aliás, inclusive é permitido a empresas anunciar coisas do tipo: Não contratamos Indianos. Que tal isso para discriminação? Pois bem, acontece. Inclusive em anúncios de aluguel de casa, colocam 'Indian non-elegible' (Indiano não serão considerados).
Após isso, inclua seu histórico escolar E universitário. Parece que não, mas isso é extremamente considerado por eles. Principalmente a faculdade que você cursou. Um ponto a menos para nós Brasileiros - poucas faculdades são reconhecidas pela região aqui, talvez USP, UFRJ e as PUCs. Fora isso, internacionalmente pela região aqui, a UFRS e UECE são tidas no mesmo nível. Inclua no seu CV todos os trabalhos, os projetos em cada trabalho e sua participação neles. No final do CV, fale sobre pontos fortes seus, ambições e sonhos para daqui a 1 ano. DICA: Não fale muito do seu espírito inovador ou de ter idéias revolucionárias. Aqui são bem conservadores, quanto menos 'capitão' e mais 'soldado' você for, melhor. Venda a idéia que você é um bom empregado.

O Quarto de Arles - Van Gogh

O Quarto de Arles é um óleo em tela datado de 1889, por Van Gogh. É interessante que reparemos nos detalhes do quarto que o pintor alugava quando viveu em Arles, França.
Primeiramente podemos apontar que há muitas coisas aos pares: duas cadeiras, duas jarras de água, dois travesseiros, etc. Isso devido a espera de Van Gogh por seu acreditável amante, o também pintor Gauguin (lê-se Gogân). Perceba que na parede da cama, temos dois quadros. Um é o auto-retrato de Van Gogh, e o outro, possivelmente Gauguin. Van Gogh fez três versões deste quadro, para seu irmão inclusive.
Veja que na parede do fundo, temos perto da mesinha uma falha da parede. Por isso, podemos perceber traços, talvez, de loucura na tela. Note também que as duas portas estão entreabertas, e o comprimento da cama passa o da porta, e a cadeira à esquerda está ocupando o lugar da porta em seu apoio e longe da porta perto dos pés.

Fome no Mundo

- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo;

- 11 mil crianças morrem de fome a cada dia;

- Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual;

- 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água;

 - 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são
anêmicas e encontram-se abaixo do peso;

 - Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.